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O Castelo
Construído sobre escombros de um posto de vigia Romano, o castelo apresenta uma imensa vista sobre a toda a vila, desde a povoação às montanhas que a encerram. Sobreviveu a dois terramotos e vários reis que foram, no entanto, deixando a sua marca, transformando-o numa obra arquitectónica singular.
Conquistado aos mouros por D. Afonso Henriques, em 1148, o Castelo teve D. Fuas, o bravo cavaleiro, como seu primeiro alcaide. Primeiramente ampliado pelos árabes, o castelo foi novamente remodelado, já em posse portuguesa por D. Sancho I e completamente restaurado, no século XIII, por D. Dinis. D. Afonso, Marquês de Valença e Conde de Ourém voltou a transformar o monumento, em 1450. O castelo que foi parcialmente destruído por dois terramotos, vindo a ser restaurado em 1940.
A sua arquitectura é peculiar, cruzando um estilo quatrocentista com construções de inspiração romana. A sua planta apresenta quatro torreões entre as linhas das cachorradas. Na fachada principal, destaca-se um portal ogival e uma lógia com quatro arcos contra-curvados, abóbada artesoada e capitéis lavrados. As duas torres perfuraram os céus com os seus telhados pontiagudos de cerâmica verde. Das arcadas do castelo avistam-se o Vale do Lena e a Serra dos Candeeiros.
Pelourinho de Porto de Mós
Após o antigo pelourinho ter sido destruído (em 1985), a Câmara Municipal de Porto de Mós propôs-se a reconstrui-lo. O actual pelourinho, criado por Manuel Martins, baseia-se numa gravura de 1830. A referência mais antiga ao pelourinho é do século XVI, quando se menciona uma cruz que existiu no rossio de Porto de Mós, junto da qual era costume pronunciarem-se sentenças.
Actualmente, o monumento é constituído por uma coluna coríntia, encimada por uma cruz e assente em remate de folhagem com dois escudos portugueses.
Museu de História Natural de Porto de Mós
O Museu Municipal de Porto de Mós pretende reunir e salvaguardar o património histórico-cultural das várias regiões do distrito, partindo da pré-história até aos dias de hoje.
Construído ao longo de vários anos, o museu foi inaugurado em 29 de Junho de 1989, após um levantamento arqueológico e etnográfico do Concelho.
Campo Militar de S. Jorge – Calvaria de Cima
Construído no palco da Batalha de Aljubarrota, o campo militar de S. Jorge apresenta vários vestígios da disputa na qual os portugueses venceram os castelhanos. Constituído pela Capela de S. Jorge, o Museu Militar e a estação arqueológica, o campo é uma viagem ao passado histórico nacional.
Construído no local em que Nuno Álvares Pereira e as suas tropas derrotaram os castelhanos, o Museu Militar de S. Jorge dá a conhecer um pouco da história de Portugal.
Central Termoeléctrica de Porto de Mós – São Pedro
Uma Central que, nos anos 30, trouxe a electricidade pela primeira vez ao concelho e cuja sirene servia de relógio a muitos habitantes. A Central Termoeléctrica possuía também uma sala de cinema na qual o electricista chefe projectava filmes da época.
Entre 1930 e 1933 a Empresa Mineira do Lena criou a Central Termoeléctrica de Porto de Mós, cuja fonte de energia foi o carvão proveniente das Minas da Bezerra.
Cruzeiro de Porto de Mós – São João Baptista
Originário do século XVI, 1615 segundo inscrição, o cruzeiro de origem religiosa, apresenta em ambas as faces os motivos dos instrumentos da paixão de Cristo. A cruz latina, sem esculturas, é constituída por pedra calcária e é um importante marco religioso.
Forca – S. Pedro
Localizada na retaguarda do cemitério novo, a forca de Porto de Mós, já em ruínas, foi outrora um dos locais mais temidos do Concelho. Bastava ser apanhado a roubar, em flagrante de delito, para a condenação à morte. O último “carrasco” da forca terá sido um homem de Alvados. A construção triangular tem ainda, em cada um dos cantos, uma torreta arredondada.
Estrada Romana – Alqueidão da Serra
Em Alqueidão da Serra permanece até aos nossos dias o traçado da estrada Romana de Carreirancha. Foi este o caminho que conduziu Nuno Álvares Pereira ao Campo Militar na véspera da Batalha de 14 de Agosto de 1385. A estrada com 100 metros de comprimento e quatro metros de largura máxima, terá sido construída entre os séculos I a.C. e o I d.C. Concebido para facilitar o escoamento de ferro explorado nos Vieiros na Figueirinha e Zambujal, o caminho deveria seguir para Tomar, via Bouceiros. O traçado da via romana ligava Tomar a Paredes de Vitória (em Alcobaça) e Collipo (Leiria) a Conímbriga (Coimbra).
Imagem de Nossa Senhora dos Murtinhos – S. João Baptista
A imagem de Nossa Senhora dos Murtinhos provém da capela com o mesmo nome, a qual ficou completamente destruída aquando do terramoto de 1755. A capela do século XVII localizava-se na Praça da República, junto ao Castelo. A imagem da santa, provavelmente da mesma época, encontra-se agora no Museu de História Natural de Porto de Mós.
Arco da Memória – Serra dos Candeeiros
Construído pelos monges de Cister para marcar os coutos doados por D. Afonso Henriques, o arco de 4 metros de altura, 3,62 metros de largura e 103 centímetros de espessura mantém-se até aos nossos dias para testemunhar as divisões administrativas de outrora.
O arco de volta perfeita não apresenta decorações, tendo apenas duas inscrições. A primeira, mais antiga, escrita em latim, testemunha a sua criação. Embora já não seja perceptível, há registos que testemunham que esta inscrição refere a criação do arco pelos monges de Alcobaça. Aqui se diz, também, que o arco demarcava os coutos doados por D. Afonso Henriques na sequência da vitória sobre Santarém, em 1147.
Padrão de Alqueidão da Serra/ Cruzeiro da Independência
O Padrão foi mandado construir, em 1940, pelo Padre Henrique Antunes Fernandes para comemorar o oitavo centenário da independência portuguesa.
Segundo inscrição, o cruzeiro da independência marca também o terceiro centenário da restauração do reino português, em 1640.
Além de uma cruz latina com duas espadas, gravadas em relevo, o padrão apresenta ainda uma coroa real.
Miradouro Jurássico – Alqueidão da Serra
O monumento, dedicado ao período jurássico, situa-se a 500 metros de altitude, num local onde a paisagem é deslumbrante, indo desde os castelos de Leiria e Porto de Mós, ao Mosteiro da Batalha, permitindo ainda que se aviste o mar. O miradouro é composto por 15 blocos de calcário que representam as principais épocas do período jurássico. No local, faz-se também alusão à época de formação das rochas dominantes das Serras de Aire e Candeeiros.
Obra de Ester Vieira, Francisco Furriel, Manuel Gomes António e de vários trabalhadores das pedreiras locais, o miradouro reúne ainda dois grandes elementos de basalto, envolvidos pelo maciço calcário sedimentar. O monumento é um elogio à época que tantos recursos naturais trouxe ao concelho – desde as rochas aos rios – e que lhe permitem hoje ter uma série de actividades industriais e turísticas.
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